8 de mar de 2013

Volare




Bem, olá. Não, senhor, não é domingo, não é dia de postagem, e eu simplesmente estou aqui. Tive um ímpeto de postar esse projetinho e decidi que ia postar, por que vocês mereciam ler. E se vocês merecem ler, seria terrível de minha parte não postar.
Eu explico.
Em latim, "Volare" significa Voar. Por isso, preparem-se, por que vocês vão voar a partir do momento que lerem isso ou mais provável que não, mas me deixa ser misteriosa e foda. Enfim, Volare, então, passou a ser o nome do meu principal dessa história, o Gabriel.
Gabriel Volare. Um anjo recém caído.
É uma historinha antiga, ok? Tem uns quatro meses que escrevi isso. Mas, como já foi anteriormente mencionado, vocês são os melhores leitores do mundo e precisam saber disso.
Sim, é um projeto de livro. Não, eu não sei se vou escrevê-lo todo. Sim, se eu o fizer, você ficará sabendo. Não, não tem nada a ver com Paramore.
Prontos para voar? :3
P.S.: SOUBE AGORA QUE CAROLINA LINDA ESTÁ DE ANIVERSÁRIO!!!!!! Ninguém me conta das coisas, cara. Eu tenho que ser avisada.
PORTANTO, TOMA, CAROL, É SUA <3 (Inclusive a principal é sua quase-xará haha) 

Alguma coisa havia apitado dentro de seu cérebro — droga, ele não sabia distinguir o que era! Uma sensação forte, insólita, como uma pequena dor, um pequeno desconforto. Quase como se um pequeno fio de água gelada atravessasse sua cabeça, produzindo uma sensação que ele estava habituado a sentir durante a vida inteira, mas nunca com tanta intensidade. Agora, a sensação era muito mais forte, intensa, substancial. Clique. Clique. Ele precisava correr.
Se não houvesse caído, ele poderia facilmente voar até a rua onde ela se encontraria àquelas alturas da noite. Como sempre, é claro, ela deveria estar bebendo com um punhado de amigos. Madrugada de sexta-feira, início de sábado. Era óbvio que Caroline não hesitaria em jogar-se em uma balada. Então, após voar até uma boate ou festa qualquer e encontrá-la bêbada, ele se poria ao seu lado, sussurraria coisas em seu ouvido, diria para ela que era hora de parar e pegar um táxi para casa. E então a acompanharia até que ela o fizesse, e só iria embora quando ela se deixasse cair na cama e chorasse mais um pouco antes de cair no sono.
Mas agora Gabriel não poderia fazer isso. Estava, infelizmente, preso naquele maldito corpo humano. Caíra, errara, e agora pagava o preço. Entretanto, não sabia que o clique continuaria presente em sua mente, terrível, avisando-o do perigo que Caroline corria. Ela estava em perigo, com certeza estava. Gabe podia sentir.
Com o peso da gravidade sobre os ombros, sem as asas, e sem nenhum meio de transporte terreno, tudo o que lhe restou foi correr e confiar no que sobrara de seu instinto. É claro que ao cair, teoricamente ele teria se desvinculado das antigas responsabilidades, mas o que o garantiria que ela estava sendo protegida agora? Céus, Caroline era responsabilidade de Gabriel desde o segundo em que nasceu! Não a deixaria agora, mesmo que não fosse mais um ser celeste. Não a deixaria morrer depois de todo o seu trabalho árduo tentando mantê-la viva, sobretudo quando tudo o que ela tentava fazer segundo após segundo era se matar.
Menina maluca! Não prezava a droga de alma que Ele lhe dera? Não se importava com o corpo que Ele lhe confidenciara? Mas que droga! Ela tinha de passar noite após noite entupindo-se de álcool e outras drogas terrenas destrutivas, tinha de marcar todo o seu corpo, tinha de entregar-se à depressão mesmo com todo o trabalho dele para levantar a sua vida! Céus, ela não lhe dava uma chance! Sempre ia para o lado dos demônios, sempre deixava-se vencer por sua dor e suas más paixões. Custava escutar seus conselhos? Custava tentar se dar bem, ao menos uma vez?
Gabriel bufou, as pernas começando a doer e vacilar, a respiração ficando debilitada. Porcaria de corpo humano. Tão limitado, denso, parecia uma prisão para sua alma! Seus pulmões arfavam, exaustos, mas ele não poderia parar de correr. Ou então ela acabaria matando-se de vez, e de que valeria sua existência? De que valeria tudo pelo qual ele vivera e lutara? Nada!  
Se bem que, à uma hora dessas, Gabriel nada mais tinha senão aquele maldito corpo desprezível. Mesmo assim não deixaria Caroline fazer nenhuma burrada. Não deixaria por que ela era sua responsabilidade, estando ele caído ou não. Podia não ser mais um anjo da guarda, mas ainda era o anjo daquela garota estúpida. E a faria ir para o Céu, mesmo que isso custasse sua passagem para o Inferno.
Havia dezenas de lugares onde Caroline poderia estar numa sexta-feira à noite, e para melhorar, ele não conhecia nada daquela cidade de acordo com suas ruas humanas. Ainda assim, ele sabia onde ela estava. Havia alguma coisa dentro dele que lhe indicava a direção que deveria seguir, guiar suas pernas limitadas e já cansadas. Não sabia o porquê; era como um imã que atraísse violentamente anjo e protegido em situações de perigo. Isso deveria ter se dissipado com a Queda, mas por algum motivo ainda estava lá. E Gabe nada poderia fazer senão correr para salvá-la.
Uma nova rua, e lá estava ela. Gabriel parou por um segundo, vendo-a, finalmente, entornando uma garrafa de vodka enquanto algumas pessoas a aplaudiam. Não havia mais de cinco jovens, e embora sua visão limitada de humano não o deixasse visualizar, Gabe sabia que quatro anjos da guarda estariam ali ou lá em cima, desesperados, tentando aconselhá-los a fazer a coisa certa sem interferir na porcaria de seus livres-arbítrios. Uma tarefa muito difícil, justamente por que todos os seres humanos eram idiotas e cabeças-duras, incapazes de aceitar o melhor, e só ficavam piores com o passar dos anos.
Clique. Sua cabeça quase explodiu dessa vez, e ele viu Caroline quebrando a mesma garrafa que entornara no asfalto sujo, já cheio de cacos de vidro. Bêbada, gritou algo para os amigos sobre ir comprar mais. O rosto de Gabriel virou-se de súbito, vendo, é claro, a boate do outro lado da rua. Clique.
Gabe se pôs a correr.
Foi como se tudo houvesse acontecido em câmera lenta. As pernas do ex-anjo correram o mais rápido possível até onde a garota estava, já no meio da rua, e os faróis da caminhonete cegaram-lhe os olhos. Quando Gabe a alcançou, estava a quatro metros de distância do carro que tentava frear a todo custo, e sem que pudesse se dar conta do que estava fazendo, o anjo caído se jogou sobre o corpo da garota, tirando-os por centímetros da rota da caminhonete e salvando ambas as vidas.
Ai, a dor! Maldição. Gabe pegou-se praguejando pela milésima vez aquele corpo insignificantemente limitado, dolorosamente material. Devia ter quebrado alguma droga de um osso. Tudo nele doía. Podia ver algumas gotas de sangue saindo de seus cotovelos. Merda!
Ele se levantou. Gravidade! Mas que inferno, sua sensação corporal com certeza seria mil vezes melhor sem o peso que o jogava contra a crosta o tempo todo. Caroline continuava deitada, bêbada e assustada demais, e ele bufou antes de erguê-la. Agora ela o encarava, atônita e amedrontada, sem acreditar que sua vida fora salva tão abruptamente por um homem tão estranho.
— Você quase se matou! — Gabe gritou, pela primeira vez, o que sempre quis gritar para ela. Quer saber? Talvez essa fosse uma vantagem em estar encarnado no maldito corpo humano. Talvez essa fosse uma vantagem da matéria. Agora, ele podia simplesmente olhar nos olhos castanhos de Caroline, segurá-la pelos ombros e dizer, finalmente, tudo o que ele sempre quis dizer para ela em alto e bom som. Não como um conselho, como uma intuição que vem lá do fundo, ou como uma consciência pesada. Não. Agora ele poderia dizer como Gabriel Volare, uma pessoa, em seu corpo humano desprezível, para que ela pudesse escutar e lidar com isso. — Será que não vê isso? Será que não percebe que se não cuidar da droga do seu corpo, vai acabar morrendo?! Será que pra você parar de tentar se matar o tempo todo?!
Ah, a euforia, a adrenalina, o nervosismo. A fúria. Sentimentos causados pelo seu cérebro humano limitado. Gabriel gostou. Gostou de, pela primeira vez, ter levantado o tom da voz e gritado com alguém. Gostava do calor que se alastrava pelo seu corpo, junto com o sangue nas veias. Gostava da leve névoa que inibia o lado meramente racional de sua mente. Gostava da falta de controle de sua raiva. Gostava de perder o controle.
— Escute — ele abaixou o tom de voz deliberadamente, apertando com um pouco de mais força os braços de Caroline. Seus olhos estavam presos nele, atônitos e amedrontados, e ela nada dizia ou fazia. Estava pasma demais, assustada demais, para qualquer ação que fosse. — Você não tem um anjo da guarda. Por isso trate de parar com essas idiotices, ou então você vai morrer. E não pense que o lugar para o qual você vai se dirigir seja bom. Por que não será. — A voz de Gabe saiu mais sombria e rouca do que ele calculara, mas não se importou. Viu as pupilas de Caroline se dilatarem lentamente e ela engolir em seco, com medo. Parecia que começaria a chorar a qualquer momento.
— Quem diabos é você?
Gabriel estremeceu ao escutar a voz dela, tão presente. Pensou em dizer a verdade. Pensou em dizer que fora o anjo designado, vinte e um anos atrás, a cuidar de sua alma recém-fabricada e garantir que ela se dirigiria ao Céu após a vida terrena. Pensou em dizer que era, no mundo, o ser que mais a entendia e conhecia. Pensou em dizer que era aquele que salvara suas vidas dezenas e dezenas de vezes, ainda que nunca tão presencialmente. Pensou em falar que era o único que sabia que todo domingo, antes do mundo acordar, ela ia visitar o túmulo dos pais com um buquê único de rosas brancas. Pensou em dizer era quem salvara sua vida, naquela noite há sete anos.
Pensou em dizer. Mas nada disso saiu de sua boca.
— Não importa — disse ele, sem soltar o seu braço. — Você acabou de quase sofrer um acidente. Então vai tratar de pegar um táxi e ir para casa. Agora.
E então, antes que ela pudesse proferir qualquer palavra, Gabe virou-se e saiu andando na direção contrária, para longe dela, sentindo os olhares curiosos dos amigos de Caroline — dos quais ele conhecia detalhadamente. Sabia que ela o obedeceria e faria exatamente o que ele mandara. Passara vinte e um anos escutando-o, e só por que ele estava na Terra, não significava que ela ainda não o faria.
Gabriel ainda sentia a gravidade puxá-lo para baixo. Ainda sentia as pernas doerem pela corrida e pelo impacto. Seus cotovelos ardiam. Sangue corria em suas veias, e embora a noite estivesse fria, ele nunca se sentira tão aquecido. Virou a rua, abruptamente, escutando as batidas de seu coração e sentindo o ar queimar em seus pulmões. Sua garganta arranhava e sua boca produzia mais saliva do que o comum — isso devia ser o que os humanos chamavam de sede. Ele ainda sentia a névoa provocada pela irritação e pela euforia, sentimentos tão frívolos e carnais. Assim como Gabriel era agora.
Frívolo e carnal. Denso. Aprisionado.
Era só o primeiro dia de sua eternidade como um ser humano.


É isso aí... curtiram? AUEHAUEHAE
É uma parada um pouco diferente, esse meu conceito de anjo e tudo mais. Ainda estou trabalhando nisso para dizer a verdade. Como vocês viram, isso não foi uma oneshot de amor, por que o Gabe está meio chateado com o propósito de sua vida e etc.
Sobre os cliques: eles são o ponto ápice da história. Eles são vida, chão, ar, tudo -n
Sobre Gabe: imagine-o como quiser! Ainda não tenho uma imagem certinha dele, é claro. Nem da Caroline. Enfim. Também nem decidi se eles são brasileiros ou americanos. Imaginem o que preferirem, mesmo <3
E comentem pra mim? 
Muito amor,
Sarinha :3
P.S.: #HappyBDayCarolzinhaTeixeira

5 comentários:

  1. Hey Sarits,

    Mas que one mais foda *o* Lembro que você tinha me mostrado um pedaço dela há muito tempo atrás e eu já tinha achado foda, mas ficou bem mais perfeito que eu imaginava <3

    Tenho que falar que anjo protegendo humano que não dá valor a vida me lembrou Castiel e Dean em supernatural, ou seja, mais amor impossível. E amei, amei esse Gabe, ele é todo triste e confuso e isso só deixa ele mais amor. Nem preciso falar que shippo muito ele com a Caroline, né? Mesmo eu reprovando essas atitudes dela, eu gostei da personagem, vai que ela é uma rebelde com causa.

    Enfim Sarinha, amei a ideia, a escrita tá perfeita as usual e dá até pra desenvolver uma long fic ~brinks. E o nome ficou super apaixonante e chama a atenção, tipo, eu compraria um livro chamado Volare sem pensar duas vezes. -q

    Beijos, love ya ;* <3

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  2. EU SOU POP POR TER LIDO ANTES. 2bjssss <33 Eu já comentei pra ti no face, mas vou comentar de novo. SARAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!! LANÇA O LIVRO, GOOOOOOO!!!!!!!!!!!!! lakers -qn tá, parei. GABE, SEU LINDOOOOOOOO!!!! ingryd, deixa de ser #polêmica, o nome é tão fofomeigo amg, fala sério. Me lembra o Gabe de BSC, but ok. VOU IMAGINÁ-LO COMO ATLÉTICO, MORENO E DE OLHO VERDE. dscp aê, MAS ELE É MEU, OK? :333 ELE É TÃO LINDOFOFOMEIGO PROTEGENDO-A, AWN, PFVR ♥ EU QUERO 1 ANJO PRA MIM TBBBB, ME DÁÁÁ <33333333333

    E CAROLINEEEEEEEEEEEEE, ELA ME LEMBRA A CAROLINE DE TVD, E ELA É LINDA, POP, GOSTOSA, E I LOVE HER <33333333 TIPO, NHAWWWWWW *UUUUUUUUUU*

    Ai Sarah, larga de ser perfeita s2s2s2

    SÉRIO, ESSA HISTÓRIA É tão LINDAAAAAAAAAAAAAA <3333333333 Ele é super lindo sendo protetor, e tão...... sei lá, sem descrição, mas já é meu. ♥ (roubando os personagens, 1bj pq sou má.) E CAROLINE E GABE SÃO PURO AMOR E PERFEIÇÃO E A HISTÓRIA TODA ÉEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE...........................................



    SARAH, POSTA O RESTO ANTES QUE EU MORRAAAAAAAAA! VOU TE INCOMODAR PRA TODO O SEMPRE ENQUANTO VC NÃO POSTAR, ok? ☺


    Parakisses for Sarits ;***

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  3. Renally Vasconcelos8 de março de 2013 18:32

    Sarinha sua linda EU QUERO MAIS, E MAIS, E MAIS ETERNAMENTE S2! Que cap perfeição, vc tem q continuar ou fazer um livro, por que sim! Eu já amo esse Gabe e... Awwww Caroline rebelde S2 to curiosa com esse misterio todo dos pais e "aquela noite"! So sei q eu quero mais!
    Bjss sua linda

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  4. Primeiramente, MIL DESCULPAS por não estar comentando. Passei as férias na praia e eu não tava conseguindo ler, e agora que eu voltei começaram as aulas e eu to estudando de manhã e de tarde eu fico com tanta preguiça que acabo não fazendo nada. isafhsa Mas eu ainda te amo, ok, Sarinha? <3333333333
    E tu quer me matar do coração Sarah??? Como assim one dedicada pra mim?????? To surtando aqui!!!! Tu é a autora mais gata do mundo <3 E ainda pra completar a minha felicidade, é uma one sobrenatural, eu amo essas coisas <3

    Que personagens mais gatos. Que escrita mais gata. Que narração mais gata!
    Como sempre tudo que vem da dona Sarah é lindo, né?
    Esse Gabriel é pfto pra mim. Olha que legal, ele é anjo da guarda da minha quase-xará, então pode ser meu tmb!!!! skdfhsaufhsagsa
    Eu super acho que precisa de uma continuação!!!!!!
    #HappyBDayCarolzinhaTeixeira?? saifhasufas
    De novo mil desculpas por não estar comentando e MUITO OBRIGADA!!!

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  5. Eu quero mais. E mais. E mais, mais, mais e mais eternamente. Portanto: VAI ESCREVER MAIS PARA MIM!!!!11!!ONZE!!111!!!
    Sério. Meu papai amado, que coisa mais... LINDA, PERFEITA, APAIXONANTE... Argh, Amei demais.
    E quero mais.
    Mais
    Mais
    Muito mais.
    Sarah, sério. Esse é o tipo de livro que eu agarraria na livraria, imploraria para meus pais comprarem e minha mãe compraria com a condição que ela também pudesse ler.
    Enfim... Quer me dar um Gabe? ~cara do Gato de Botas do Sherek~
    Porque eu aceitaria na boa. Hehehehehehe
    Enfim... Até mais, Sarits.
    Luv ya and Luv this one.
    Xoxoxox
    <3

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